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sábado, 17 de dezembro de 2011

Eu comigo

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Não sei descrever quantas coisas ocorreram nestes dias, e não vou perder o toque dos meus dedos neste teclado contando tais coisas. Boa parte foi boa, confesso.
Reflito sobre rumos pra novas oportunidades, e qual não é a surpresa quando a gente descobre que o que falta é a lógica, o sangue frio, com a gente mesmo. E o 'só por hoje' do dia a dia passa a ter uma importância extrema, já que o futuro sempre bate à porta a cada minuto, e o passado é o passado de agora há pouco.
Só por hoje fui rude, e disse não pra várias pirracices internas, e ganhei respeito próprio; só por hoje imaginei como seriam determinadas situações, e sei da importância de finalizá-las; só por hoje pude refletir bem mais sobre esse 'eu' interior, que não pode ser medido por este eu 'exterior'... basta os julgamentos diários, como pode alguém estar tranquilo com uma luta em si?!
(...)
O tempo passou. Cresci. Essa é a realidade. O tempo... as circunstâncias vêm mostrando a necessidade, latente, de estabelecer o equilíbrio interior, já que no fim das contas, por mais que possam falar algo, ninguém paga tuas contas, ou vive tua vida por você... pense nisso, "não vivem" por você... e suas maiores batalhas são solitárias, tu contigo, e 'os outros' só veem resultados.
(...)
E eu aqui ouvindo Angie Stone, algumas músicas muuito legais, que eu nem imaginava que estavam escondidas na imensidão do HD... por mais que a gente se prive de situações e pessoas, isso não garante que não sofreremos, e que estaremos livres de sermos atormentados pelos nossos pensamentos.
Como é difícil guardar determinadas sensações que alguns me provocam... tudo parece muito importante, do ponto de vista do que observa, exceto, o observador. Isso é mau! Vejo muitos caquinhos nos cantos desse lugar, ou eu ajunto ou deixo a sujeira poluir o ambiente, aliás é essa sujeira que incomoda... que bom que incomoda, há nisso um mínimo de propulsão pra começar mudanças.
(...)
Tô muito reticente... queria poder dizer várias coisas, mas muuitas mesmo, mas não consegui organizar as ideias, vim pra cá com o intuito de tirar essa sensação de 'vou explodir'. Os 'portais' me assombram ao mesmo tempo que me [apoiam] dão opção de fugir da realidade. No fim das coisas, srta, é isso: ou você fecha a porta, dá adeus e segue, ou faz isso que acabei de dizer... olhar pra dentro, pra perto.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Dualidade

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s.f. Caráter ou propriedade do que é duplo ou do que contém em si duas naturezas, duas substâncias, dois princípios. Segundo andanças pelo Google este é o significado da palavra, apesar de achar 'duas naturezas' um tanto forte.
Por muitas vezes me incomodei, comigo mesma, por não conseguir ter aquele jeito bondoso em cem por cento do tempo. Se for perceber por mais boa que uma pessoa seja algo nela há de incomodar, ou decepcionar, não no sentido 'trágico' da coisa, são como forças, o bem e o mal, Yin e Yang. E quando a sua visão 'fantasiosa' de tal pessoa é substituida pela realidade, se estiver num momento bom, saberá que aquilo é ser humano, a imperfeição.
Hoje, refletindo sobre umas situações, provocadas por mim, percebi isto e fui procurando nesse meu tempo de andanças na Terra que todas as pessoas que eu gostei, que admirei também tinham 'essas pequenas falhas', não me senti reconfortada, aliás me senti até mal, no entanto isso me fez ver que somos assim, passíveis de erros por mais que queiramos sempre e sempre acertar.
Acredito que esta é uma das lições mais valiosas apreendidas nesta semana, espero com tudo encarar a mim mesma como essa pessoa tão 'normal' quanto pareço ser.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Perguntas

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Necessidades... de onde vem tanta? O que aconteceu no passar dos anos? Por quê quero satisfazer meus pais? As pessoas? Os outros? Onde eu fico nisso? Por quê é difícil acreditar? Amar? Deixar... desapegar? O que eu to fazendo pra definitivamente mudar? Eu quero mudar? Por quê acho que não posso? Que não consigo, que pra mim não dá? Por quê me limito tanto?
Onde está meu autovalor? Qual o motivo de tanta cobrança? Por quê atingir a perfeição dos homens se a paz interior é melhor? Por quê faço de conta que o amor não existe? Eu me amo? Por quê não produzo este sentimento por mim em vez de esperar de outros? 
Quero criar minha própria segurança. Aprovar-me e aceitar-me todos os dias, perdoando aquilo que não tem mais remendo. Não acredito que isto seja pedir muito, meus anseios são muito mais internos que externos... nunca me perguntei o que poderia fazer pra me deixar feliz hoje... é um bom começo... e então, o que posso fazer?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Admito

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Dar crédito. Acreditar... quis muito que acreditassem em mim. Confiança, segurança, passar um certo conforto pra alguém já me deu muita satisfação. Ainda mais nesse mundo tão necessitado de crédito humano. 
Dar, receber, ou vice-versa, não sei se há algo real de retorno pra isso.
Acreditar, dar crédito, confiar o que tem de melhor... alguém já deve ter feito isso na vida.
 Desacreditar, viver desconfiando, muita gente deve viver assim, e ambas forças são estressantes.
Não vou me prolongar... só queria dizer que doeu mesmo... confiar não é fácil... eu admito. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mágoa... vergonha

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Decidi, por um momento, não guardar o que sentia, nem procurar meios de dizer que não doía, só externar aquilo que de tão profundo ficou nocivo, tóxico.
Ainda não sou de mim. O caminho é longo, esqueço, lembro, esqueço, lembro, e me volto pra mim. Esse eu que ainda desrespeito, que ainda maltrato e deixo maltratar.
Amanhã é sábado. E hoje, agora, infelizmente, me veio novamente aquela sensação horrível de desconfiança, de ter confiado, uma, duas, várias vezes, e ter logrado nada.
Que vergonha ter sido tão vulnerável... como dói ver falhas na própria estrutura. Não há ego que tire essa marca... mas as dores quero muito esquecer...e vou.

domingo, 24 de abril de 2011

Escolhas: atitudes/pensamentos sob sua responsabilidade

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Breve relato: acordei, um tanto cedo, não vi meus pais pois foram à feira, e voltei a deitar, eles chegaram por volta das 9:30, eu ainda estava na cama, e o dia como amanheceu friozinho (e perdurou assim o resto do dia) me deu mais vontade de ficar por lá. Minha mãe começou a espalhar as "boas palavras", aquele discurso "não sei mais o que faço pra essa menina" me incomodou de pronto, mas continuei na cama, peguei no sono novamente, levantei por volta das 10:40, fui lavar o rosto e tal, aí meu pai vira e fala "amanhã acaba a moleza, né, tem que trabalhar", não foi agradável ouvir isso.
No entanto, eu estava disposta a escolher outro caminho, outros pensamentos e energias. Eu não estava triste, só com um pouco a mais de sono, era tão simples. Procurei não me culpar por aquilo, nem deixar que me fizesse mal. E não é que meu dia foi muito melhor! Perdoem-me  o egoísmo, mas se eles pensaram qualquer coisa de errado, creio eu ser problema deles, até porque todos os dias levanto cedo pra trabalhar. Pensei comigo "também tenho direito de dormir até mais tarde, hoje é fim de semana!"
Ontem, no finzinho da noite estava assistindo ao documentário da Louise Hay, Você pode curar sua vida, acredito ter sido isto o gatilho da mudança do meu pensamento deste domingo. O clima em minha casa pode não estar o dos melhores, ainda, mas eu tomei uma decisão simples, bem simples, só por hoje: me proporcionar o estar bem.

domingo, 17 de abril de 2011

Conto com

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Sabe aquela sensação, bem triste, de que nem seus pais podem te compreender? Pois é. Uma das coisas que me deixa bem chateada em casa é o "já que nasceu, pague". Quem dera tivesse começado a trabalhar na idade certa, já estaria bem, bem longe daqui, no entanto, como a minha realidade foi totalmente diferente da minha "idealidade" - em muitas áreas da vida diga-se de passagem - só resta aprender a lidar com a situação. Claro, cultivar o social é uma tremenda obviedade pra alguém normal. E o que é ser normal? Ah, nem vou entrar em detalhes. Só sei que sou diferente, e nem é ruim.
Diferenciação. Quanta coisa. Pra alguns você faz a diferença, pra outros é INdiferente; poucos sabem te diferenciar, e a gente mesmo acaba se colocando nisso tudo. Alguns não se contentam quando você é "igual", e também não se contentam com a sua diferença,  são extremos que nós, pessoas julgadas, temos de entender pra viver da melhor maneira possível, pra nós. Viver, o que é isso? É o que me acontece todo dia? É aquilo que eu pretendo? É o que faço naquilo que pretendo? Ah, muitas perguntas, nem responderei.
Meus pais são pessoas "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço", é complicado alguém te aplicar sermão da bondade com um enorme tridente do lado. Deve ser papel deles, não sei. Amedronta o tipo de casamento que levam. A relação "quem ganha mais e quem TEM de fazer" é algo que não suporto. Todo dia a mesma coisa "ó, o dinheiro tá aí" ou seja, foda-se o resto, trouxe dinheiro, quero tudo do meu jeito. Não consigo lidar com algumas pressões, como TER de ajudar na compra, TER de ajudar nas contas, TER de ajudar na cozinha, TER de ser filha perfeita, TER de ser magra, TER de ganhar mais pra pagar INSS, TER de ganhar mais pra sustentar minha mãe, TER de ser do jeito que querem, precisar emprestar e TER de pagar o quanto antes senão acham que não receberão. Meu Deus, onde fica minha paz nisso? Que vida em família, não?! Uma sociedade por um fio. Engraçado e sinistro, ótimo tema pra seriados de TV que ironizam coisas tristes da vida das pessoas.
Há quase um ano, meus pais foram assaltados. Bendito dinheiro da venda da casa da minha vó (mãe da minha mãe), ou melhor, bendito pra alguns. Meu pai comprou um carro simples, que minha mãe acreditava piamente seria usado pra coisas importantes, como ir à feira, à igreja, fazer compras, será que só eu via o óbvio nisso tudo? Claro, meu pai, pega o carro, some, não busca minha mãe na igreja, reclama pra levá-la à feira, resmunga de ter de ir ao supermercado... é minha mãe não dirige, não tem pretensão alguma, e alguém neste momento deve estar perguntando, e você? Oras, não vou ser motorista de ninguém, já basta me tirarem a paz não dirigindo, imagina com mais esse "trunfo" nas mãos, nem quero tocar nesse carro da discórdia! Quando tiver o meu farei algo a respeito.
Agora ela está aqui reclamando porque ele não a buscou, e nem o celular está ligado, que coisa mais estafante uma rotina dessas. Não faço questão de andar naquele carro, amém. E ainda dizem que estão aqui pro que der e vier... uhum, sei. Por falar em sei, não sei confortar pessoas. Sou acusada quase todo dia de não ser uma amiga, oras mil perdões, mas até eu um dia queixei, e hoje sou esse sarcófago, cheio de situações bem conservadas pra horas oportunas, um caso em tratamento. Sarcasmo é bom nessas horas.
Minha existência em crise, a dos meus pais, tudo isso me dá uma canseira no fim do dia. Me cobro demais, é como se eu pudesse dar um jeito naquilo, ou indo embora, ou ganhando mais. Dinheiro não resolveria. Fico pensando aqui, minha mãe gosta da ideia de eu sair de casa "casada"... hum, eu adoooro a ideia de sair de casa pra morar "sozinha". Deve ter cisma do possível tipo de realidade que porventura eu viria a ter.
Não suporto acordar nos fins de semana e feriados, não só com o barulhos dos poodles dos vizinhos, mas também com as pequenas indiretas sonoras do meu pai: solta a cachorra na garagem, ela late, late, por volta das 8 da manhã, ele mexe nas coisas, abre e fecha a porta do carro, quando me vê levantar, é uma felicidade, ele para e vai pra rua. Penso eu, muito satisfeito pela proeza do dia.
Esse incômodo me estressa. Eu, O incômodo. Tá, tem mó cara de drama, mas é isso que sinto mesmo. Incomodo por não trazer uma boa quantia de dinheiro pra casa, incomodo por não ser trofeuzinho pras pessoas ( minha filha é isso, minha filha faz aquilo!), incomodo por não dar lugar no meu quarto no dia em que eles brigam, e eu fico tremendamente incomodada quando me jogam na cara as minhas fraquezas, as minhas deficiências sociais, parece que só sou feita disso, não tenho nenhuma qualidade, mas recebo muitos tapinhas nas costas quando dou dinheiro pra comprar coisas supérfluas. Bom, muito bom...
Eu me cobro demais com o que cobram de mim pelo que eles não conseguem fazer daquilo que cobram deles mesmos. É, é essa bagunça aí. Quem passa compreende. Todo mundo tem um pouco disso, vive um pouco disso. Contar com quem nessas horas? Contar com... igo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Estar bem

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"Nossa, você nunca tá bem?" Pergunto em mim, quem está bem o tempo todo? Sou obrigada a aparentar o que não estou sentindo? Que raio de exister é este! Passei a enxergar a melancolia mais amigavelmente. Não vejo pecado em ser diferente, só não quero ser indiferente naquilo que sinto.
Não sou igual, não sou o que gostaria de ser, não sou o que gostariam que fosse. Será difícil entender?  Sou aquilo que me tornei com os anos... se há possibilidade de mudar ou não, ainda procuro respostas... tudo muito confuso.

Cansaço

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Estranheza, incômodo, irritabilidade, hiper e hipoatividade um monte de extremos e uma pessoa só. Tentar ser o que os outros gostariam, tentar ser o que queriam, tentar, tentar, não ser. Que vida cansativa. Quisera eu não pensar nesse tipo de coisa todo meio de dia, aquela sensação de que tudo poderia ser melhor, não sei como mas deveria. Por uns anos sinto esta angústia de não me sentir à vontade neste lugar, é como não ser daqui, não pertencer nem ser este o ambiente certo pra  eu viver. Nem to falando disso por fatores externos, é questão de insatisfação interior, que reflete no exterior.
Olho pra mim, e não me reconheço. Várias vezes isso me ocorre. Como consegui fazer tal coisa? Emagrecer, passar numa Pública, ser funcionária pública, quem é essa pessoa que faz parte de mim? Não pareço nada com ela! Como posso entregar tão facil os pontos? Que assustador não enxergar o óbvio, não conseguir voltar ao caminho. Ser e não ser você ao mesmo tempo. Que loucura!
Recaídas são constantes e imprevisíveis, mas que vida é esta, essa insatisfação que poucas coisas mudam? Essa bagunça mental, essa dor de cabeça, esse desejo de apagar o passado, reprogramar a vida e ser tudo novo. Não aguento mais abrir a boca, no mais, alguns gestos ainda são mecânicos, automáticos. O costume. Que coisa ruim esta de não fazer bem pra ninguém, de não poder ser o que é porque magoa aos que gostam de você, que coisa mais contraditória, se eu faço os outros felizes, me fecho na insatisfação, se faço o que quero e curto aquilo que sou (ou estou, não sei) me sinto bem, mas contemplo vários olhares de reprovação. "Você poderia estar melhor."
Só queria realmente ter tempo pra mim, me livrar desse peso, ser mais eu, ou aproveitar mais o momento, seja ele ruim ou bom. Fazer de conta que tudo está bem é terrível, não sei o que dizer, sei que é preciso chegar perto do equilíbrio mas isso é tão cansativo. 
Ai que dor de cabeça. Que canseira.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ainda falando sobre ontem...

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De certa forma, respondendo ao que Helena comentou, disse que o que escrevi tinha algo de particular, ou seja, minha vida. Não há muita conexão com o acontecido, só algumas coisas que me fizeram pensar. A desestrutura emocional, percebida pela carta do atirador, é algo que algumas pessoas experimentam, e isso é o mais triste de tudo.
Sinceramente, pensei muito ao colocar uma opinião dessas no meu blog, mas ando muito angustiada por não poder falar nada daquilo que penso, que guardo, que escondo e que consequentemente me faz e traz um mal  danado.
Sou um universo desconhecido e cheio de conflitos, como qualquer outro.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia... mais uma...

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O que vou dizer aqui faz parte de algo da minha vida, não me considero a melhor pessoa pra falar sobre essas coisas, mas quero desabafar umas situações que lembrei hoje com o caso que todos acompanharam por todo este dia.
Lembrei das situações da escola, do meu cotovelo exposto, dos meus pais me tirando do pré, e do meu medo de voltar pra um lugar tão hostil quanto aquele, cheio de gente estranha e medonha. Por diversas vezes desejei a morte de todos. Há um bom tempo, mas muito tempo mesmo, sempre via numa pessoa que tinha coragem pra tal ato um gesto de coragem, e me imaginava diversas vezes fazer o mesmo.
Não, não levaria pessoas inocentes comigo, mas arrastaria pro abismo aqueles que fizeram de períodos da minha vida um inferno, uma angústia de lugares inferiores. O que será que levou ele a isso? Não sei, mas sinto uma compreensão que não sei descrever, e não digo que foi certo, só consigo entender um pouco da angústia que o fez cometer esse fim consigo e com os outros que não tinham parte nisso.
Ele não teve estrutura emocional pra aguentar tamanha situação, me sinto privilegiada por ter tido a oportunidade de mudar algumas coisas na minha vida, e continuar mudando, luto todos os dias pra não cometer atrocidades comigo. Das outras pessoas, o tempo que se encarregue, a sorte ou o azar que lhes deem o fim que merecem. Só compreendo. Sabemos pouco do que aconteceu... é da tragédia nossa de cada dia que vem a  reflexão. Infelizmente virá o sensacionalismo, o mesmo veículo que incentiva é àquele capaz de dar o "melhor" dos  veredictos... fique cada um com seu pensamento, e olhe e pense nos outros, mesmo que seja difícil, como uma extensão de si.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O elo desconhecido e desagradável - reflexões sobre comer

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Alimentação: Prazer x Compulsão
Conceição Trucom

Um fato é certo: quando estamos em paz esquecemos de comer e de sentir fome. A felicidade que vem do equilíbrio e da paz, nos coloca num estado vibracional tão mágico, que não precisamos comer. A sensação é de que a plenitude da paz nos nutre muito mais qualquer alimento "físico".
Neste estado, compare-se com uma criança que, feliz, cheia de vida e intensidade, não sente a menor vontade de comer. Não é verdade? Os pais é que ficam lá, azucrinando-a, tentando aborrecê-la, distraí-la para que sinta necessidade de comer.
Se os pais deixarem aquela criança comer só quando sentir sua verdadeira necessidade, terão a experiência de vê-la comendo com real PRAZER.

Bem, isso é uma longa conversa, e muito provavelmente, é a causa de existirem tantas pessoas onde a compulsão por comida é uma realidade, um problema.

Fácil de perceber, alimentar-se por uma demanda de compulsão é um "comer" com
insaciedade, com gula, um comer até acabar o pote, o pacote, a panela. Segundo o Aurélio, comer significa colocar qualquer coisa goela abaixo. Diferente de alimentar-se que significa nutrir-se.

Ah! Muita culpa, muita indigestão (inclusive dos pensamentos), muito mal-estar. O corpo todo fica arrebentado, ultrajado. Um exagero, um absurdo, um tsunami passou pela sua despensa ou geladeira.

É, a compulsão alimentar é um distúrbio de comportamento em que a pessoa "come" em excesso, de forma descontrolada, muitas vezes sem perceber e SENTIR O SABOR do alimento. Muita ansiedade, ausência de PRESENÇA e de PRAZER.

A mente se torna obcecada por comida. O emocional acredita que vai tapar "buracos" com comida. São desejos: por açúcar, sorvete, chocolate, pipoca, biscoito, fritura, enfim... termina um desejo, começa outro.

Sintomático deste comportamento é alternar períodos, quando o compulsivo perde o controle diante da alimentação, com períodos de dieta sofriiiiiiiiida. Vai uma tortura aí?
O comedor compulsivo é semelhante ao alcoólatra. Comemora comendo quando está alegre, e se entope de comida quando está triste, para esquecer.


Assim, ao contrário do que se pensa, a cura não virá com dietas ou controle alimentar. Neste caso, as dietas para emagrecer são entendidas pelo corpo como escassez de alimentos. Então, o organismo começa a armazenar tudo o que é ingerido. Ao mesmo tempo, envia sinais de que precisa de mais comida. Ou seja, engordar é natural.
O primeiro passo para resolver tal problema, ou seja, romper com esta dinâmica que é orgânica e emocional (mão dupla) é eliminar a culpa por comer. Aliás, culpa é toxina psico-emocional, como também um gerador de toxina orgânica.

O segundo passo é no momento da compulsão fazer uso de sucos, lanches ou sopas desintoxicantes, que nutrem, causam rápida saciedade, mas ativam os canais de excreção.

Excretar o que? Tudo o que precisa ser excretado. Idéias, conceitos, lixos orgânicos, emocionais, mentais, etc. É algo como quando vem a enxurrada e você escancara o ralo. Deixa sair todo o mal que vier. Então, vem a ansiedade e você deixa o corpo limpo e leve - descarregado - para poder serenar.

O terceiro passo é, a partir do corpo sendo diariamente esvaziado dos seus lixos, a pessoa começar a identificar as suas verdadeiras necessidades (autoconhecimento) e colocar a ação adequada para viabilizar uma futura colheita. Lei do karma: você só poderá colher se plantar e preparar o solo.


O grande termômetro da cura é quando a pessoa começa a diferenciar a fome por PRAZER de nutrir-se, da fome para abafar seus desconfortos emocionais, como a ansiedade (falta de fé), as falsas expectativas (preguiça de semear, de
se antenar e cair na real), as frustrações (preguiça de meditar, discernir, pensar e planejar) e os medos (preguiça de aventurar-se e crescer).
Ah! Dentro das falsas expectativas, é muito importante adequar a sua imagem corporal a padrões realistas e assumir que talvez não seja possível ser tão Gisele Bundchen quanto se deseja.
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É muito triste, e constrangedor se ver refém de algo tão normal pra algumas pessoas, tão simples pra muitas, e aterrorizante pra outras das quais incluo-me: o comer. Fiquei surpresa com a precisão da sensação descrita nesse texto, "quando estamos em paz, esquecemos de comer", esta é uma sensação que experimentei por muitas vezes na minha infância, e era ótima, o dia, as brincadeiras, viver, tudo isso me importava muito mais que comer, e minha mãe sempre pegava no meu pé. Só queria saber de andar de bicicleta, ir à quadra, brincar com a melhor coleguinha da rua.
De onde começou tudo isso? O que eu fiz com a minha paz? Bagagem compulsória da responsabilidade de ser gente grande? Compreendo, mas então ser gente grande significa não ter paz? Silêncio. Duplo silêncio, tanto da falta de resposta - momentânea - como do silêncio que tenho experimentado de uns dias pra cá, e que infelizmente não conseguiu tirar de mim as preocupações do dia, a pressa das resoluções, a ansiedade das concretizações.
Viver é isso?! Tomara que não, por isso quero encontrar um caminho melhor, isto não é viver, é se acomodar por não poder sair "decentemente" de um ciclo de vida triste. Não. Não estou reclamando, nem procurando desculpa pra desistir das lutas, elas sempre existirão, mas não basta só motivação, e sim a conscientização pra se chegar a esta. As angústias do momento não podem atrapalhar as conquistas do meu dia... e de maneira alguma as revoluções do meu futuro.

quinta-feira, 10 de março de 2011

À disposição

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Em algum momento da vida você se encontrou assim? Seja o motivo qual for, alguém um dia passou por isso. Não vou colocar todos nesse barco, até porque, ninguém precisa ser colocado/comparado na mesma "sorte" que outras pessoas. Certo? Certo!
Hoje, estava conversando com uma pessoa e chegamos à conclusão que, muitos esperam que estejamos "ali", caso algo dê "errado". Oras! Já que as coisas estão tomando esse rumo confiar em quem? No quê? Pra quê? Se quiser pastar por livre e espontânea vontade... vá!
Tudo nesse mundo tomou um rumo diferente, e de um jeito ou de outro, até nós somos influenciados nem que seja a mínima parte. Ser romântico ainda vale a pena? Fidelidade? Amor? Espera? Entrega? Pra que lado foram e onde estão estes? Existe alguém nesse mundo que esteja disposto a fazer o que for preciso pra encontrar alguém que valha a pena? Não consigo responder com convicção. Pode até parecer contradição o que digo, porém não é. Basta lembrar que alguns desistirão, poucos resistirão e alguns sobreviverão com aquilo que conseguirem, se conseguirem. 
Românticos irredutíveis são poucos. Muita gente disfarçada, mascarada, desanimada. Um amigo disse: "infeliz de quem coloca a sua felicidade num relacionamento". Até que dei razão, mas isso é pessimismo romântico também, aquele tipo de coisa fatalista que a gente diz pra soar bem aos ouvidos, pra tapear o coração. Na verdade gostaríamos de acreditar na própria sorte.
Tens sorte? Hum. Que bom se tiver. Será a esperança a sorte de quem está prestes a desistir? Não sei também. Eu gostaria muito de ter respostas pra muitas perguntas da madrugada mais eu, mais meu travesseiro. Acabo aqui, com mais perguntas, e mais ladainhas incompreensíveis. Coisas de gente que cansou de pensar, tem preguiça de falar e disposição pra escrever. 
É só mais um desabafo. À disposição, boa noite.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje

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Levantei da cama ainda com medo do que senti ontem: mãos formigando, coração na garganta, tudo vindo do nada, muito rápido e de uma vez só. 
Conversando algo com um amigo senti ontem que apesar de todos os esforços ainda estamos suscetíveis aos nossos próprios medos, receios, falta de coragem, dúvida da própria capacidade... aliás, vou parar um pouco de estudar, só faço, faço, e faço, e nada. Chega!
Essa ânsia de me sustentar sozinha, minha mãe e minha casa anda me fazendo mal. Por mais força de vontade que eu tenha parece que algo não quer me tirar dali. Temo pelo meu futuro, pelas coisas que sonhei... nem todos os sonhos são bons. Acredite.
Não sei o que meu corpo quer me dizer com todos estes sinais ruins... fico perdida com tanta coisa desencontrada...melhor nem pensar. 
Só sei que um dia tive a oportunidade de fazer algo por mim, algo que fosse pr'aquele momento, naquele exato momento, de cada minuto dia. Se amanhã será melhor ou pior, não sei, não depende tanto de mim como pensava, mas posso agir e me permitir mudar, hoje.

terça-feira, 1 de março de 2011

Até que enfim

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Março chegou!!! Poxa, parece que Fevereiro teve 365 dias! E pra fechar com chave de ouro passo a maior parte do meu descanso, depois do serviço, dentro de um ônibus rodeado por água. ¬¬
Que dias atribulados! As coisas vão se acertar, não posso abandonar as coisas que comecei... nem vou. Pode até demorar, mas vou me dar esse presente de aniversário: ganhar meu mundo, viver minha vida, centrar mais as coisas em mim.
Não fui tratada bem ontem, mas acredito que isso também depois de uma rápida reflexão nem me fez mal. É costume das pessoas, poucas se importam mesmo com o que as outras sentem, é uma falta de tato impressionante, o poder emerge na pessoa aquilo que ela tem de melhor...ou pior.
Melhor mesmo é continuar não parando muito pra pensar nas coisas tristes. É hora de fazer bem. Que venham os dias melhores...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Meu momento em música

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Se tem que ser assim
Então assim será...
Eu, quem mais?!

Eu tenho que dar meus pulos igual Daiane pra mandar bem no solo
Nessa idade a oportunidade já não cai no colo
Sei que eu me enrolo com tanto projeto pendente
Ah se eu soubesse como é osso ser independente
Depender de gente que nem sente o mesmo amor que eu
Ter que pedir por favor, pelo amor de Deus
Ou de quem diz que ta lá e vem pra me ajudar
Mas bem na hora h nem adianta procurar
Sabe cobrar mas não sabe como tem que andar
Sabe acelerar, mas não consegue me acompanhar
E quem corre, quando ocorre ninguém socorre
But I gotta go yoo, gotta flow so sorry
Fui pra ver se flui se der espero lá na frente
Tem muito pensamento inundando a minha mente
E o ditado quem quer faz, quem não quer manda
E eu tenho que tropeçar pra aprender como se anda

[refrão]
Soah .. preciso aprender a ser só
A me manter só
Me fortalecer só
Porque eu quero viver e não sobreviver só
Mas não guardo rancor aqui eu guardo amor só

Agora sou só, eu, minha culpa, meu mérito
Quem vai receber toda critica ou crédito
Cérebro não tava preparado pra isso não
Agora já não sabe o que e como diz pra mão
Escreva, expresse o que o coração sente
Inspiração na frustração infelizmente
Mas eu sigo em frente não quero que tenham dó de mim
Talvez seja melhor que eu me mantenha só assim, por um tempo
Pra  refletir, repensar, se é melhor desistir
Será que vai compensar, é recorrente
Deprê do rap de costume, me fecho no meu mundo
E aumento o volume do som
Assim eu me recordo dos motivos que eu tenho pra ficar
E me manter sendo positivo
Nem sempre tudo sai do jeito que agente almeja
Mas eu continuo até o fim mesmo que seja

[refrão]
Soah .. preciso aprender a ser só
A me manter só
Me fortalecer só
Porque eu quero viver e não sobreviver só
Mas não guardo rancor aqui eu guardo amor só

Autosuficiência, ânimo, paciência
Só experiência não garante eficiência
Inspiração, visite-me
Frustração, evite-me
Paz me acompanhe
Cobrança não irrite-me
Concentração [foco]
Mente, corpo são [foco]
Mais convicção e menos hesitação
Mão na massa, nada vem de graça
Se eu não fizer por mim não há quem faça
O tempo passa
Eu não posso esperar
Pra me superar
Me preparar para o que vem
Me recuperar, saber me virar com o que tem
Não me comparar, nunca copiar de ninguém
Eu não vou parar, eu quero mais e mereço
Achei que fosse o fim, é só um novo começo
Na mesma caminhada
Pelo mesmo caminho
Por onde eu prossigo só...

...só eu mesmo.

Só - Kamau

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Minhas fraquezas...

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Um dos textos mais vexatórios que escrevo... Não sei se havia outro modo, nem postergar, sem saída... abrir pensamentos sobre coisas as quais procuro mascarar, todo dia, e nem sempre é possível, o fardo é pesado. Sinto falta de momentos que não tive, de sensações que a vida inteira sonhei ter. Compartilhar, na mesma medida, dor e alegria, compreensão e empatia, o diálogo dos olhos, o silêncio num abraço de verdade. Amor?! Não sei quem é você! Quero e preciso te conhecer!! A dor conheço bem, não, não somos amigas, aprendemos à duras penas a conviver.
Ser amado. O que é isto? Ainda existe? Sei lá! Tudo está condicionado: seu "jeito", modo de vida, passado, presente, aparência, capacidade de se doar, coragem. Dizem que você é uma ótima pessoa e tem muitas qualidades? Acredite se conseguir, mas não ponha nisso a esperança que aguarda. E sem vontade aguarda...é evitável correr sem rumo, preserve-se.
Desviei caminhos, muitas vezes, pra não encontrá-lo num mau momento meu. Desviar pra quê? Todos os caminhos traziam lembranças, as mesmas que sempre escondi, aliás, escondia quando o Sr tempo me apontava um futuro quase certamente incerto. Esperança em processo de mudança...minguante como fase de Lua.
Sorrio querendo chorar, até agora não abri o jogo, é difícil admitir fraquezas, um impedimento enorme em mostrar o que tem dentro dessa pessoa com cara de vento sem direção.
Se você existir, e me encontrar algum dia, poderá ler isso, e ver o quanto esperei e lutei pra me fortalecer e poder ser forte "ao seu lado". Vou pedir que entenda e perdoe a minha dureza de coração (bem disfarçada), a minha timidez, a minha descrença abalável, tive de aprender a me defender, criei muros, fortalezas, as quais me causaram dores indizíveis quando as abri, vai saber das minhas feridas, e de como queria que não atrapalhassem meu encontro com você, pra defender o que seria só nosso quando chegasse: meu calor e sentimentos mais puros.
Não sei se suas tentativas também foram dolorosas até aqui, mas... se você existir, não quero que lembremos delas, a dor não é amiga, porém é uma ótima professora. Não quero ter ciúme do teu passado, não fique assustado, não colocarei minha vida em suas costas, tenho vida própria, só precisamos estar lado a lado, e sermos sinceros e amigos amantes o tempo que for concedido.
Quero tirar uma foto de um fim de tarde junto com você. Aliás, tirar várias fotos, registrar momentos, depois olhar, agradecer...te ver dormindo deve ser engraçado. Me deixa dormir nos teus braços? Prometo que vamos revezar... quando me ver chorar pode rir, e não esqueça do meu abraço, bem forte, preciso da sua segurança de homem.
Meus desejos, conhecidos e adormecidos são pra nossos momentos. Me dê liberdade e seremos livres, no nosso mundo. Não se assuste novamente, vai entender o que alguém tem a oferecer quando encontra o que procura.
Se você existir, venha por querer, por sentir necessidade de mim, de nós, de si próprio. Vou adorar que segure minhas mãos enquanto me olha nos olhos. Seja você mesmo, o que faço hoje por mim, faço pelo meu amor próprio, faço pela futura estabilidade de duas vidas...
Vamos sair de mãos dadas, como se estivéssemos sozinhos pelas ruas, praças, lugares que passarmos... não vou achar ruim que me ligue, contenha seu ciúme, meu amor não é separado, é corpo, é alma, será parte de você.
Se você existir, quando me encontrar, vai achar uma pessoa renovada... espero que você exista, pois ainda lhe chamarei, ao ouvido, de "meu amor".


Algumas considerações: eu estava mais sensível hoje que em outros dias, não consigo falar tudo que quero, só o que me permito, e me permiti por 2 horas escrever. Riam, façam o que acharem melhor... dei voz pra um coração apertado... boa leitura. Não julgue o que não conhece, apenas compreenda, e sigamos à vida... e não se esqueçam: eu sei que a realidade existe, logo tive sonhos... srsrsrs ^^

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fraquezas

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Gostaria muito de falar disso hoje, pensei o dia todo, mas agora de noite, não consegui desabafar. Minhas fraquezas... minhas vergonhas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Necessidades em mim

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Suas, minhas, de qualquer um. Necessidade de viver, autosustentar-se, automotivar-se, seguir em frente com coisas que dependem da nossa força. E o que não depende?! O que se faz?! Não tenho resposta bem formulada pra isso agora. Olho em volta, vejo necessidades, não posso nem consigo acabar com todas, mas o que posso fazer pra trazer diferença naquele dia, eu faço.
De maneira alguma, quero que as pessoas que um dia ajudei devolvam o que receberam... não pra mim. Tendo a oportunidade façam a quem lhes tocar o desejo de fazer. Minhas necessidades são muitas. E eu, muito que sem querer esperar mas já esperando, fico aqui, como quem olha pro céu, esperando alguma retribuição, na mesma medida de sentimento. Como criança sem olhar amplo, só à espera daquilo que lhe prometeram. Meu olhar ainda não é totalmente amplo.
Esperei, espero... ainda espero, com uma dor de quem não devia esperar. Algumas necessidades deveriam desaparecer como dores simples que passam com remedinhos caseiros. Minha casa, eu...meu quarto, um lugar de necessidades minhas, de isolamento, de fantasias, de sonhos, de solidão, de autoaprisionamento; refúgio pra mudar e evoluir, se desencontrar e não se trair. 
A necessidade é um fantasma consentido, anda de dia, às vezes de noite, mas tá sempre ali, fazendo questão da presença, alimentá-lo com sonhos é um perigo...agora fiquei perdido.
Que necessidade de mim hoje. Quero chegar em casa logo, fugir um pouco dos pensamentos que atordoam... preciso me recuperar, eu vou conseguir...só preciso... ah...deixa pra lá...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pensamentos recorrentes

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Estão sempre por perto na sua menor brecha de humor. Entram, vasculham, se você deixar bagunçam tudo, e saem felizes, venceram mais uma vez. Tá, chega de filosofar, me tira a energia essas coisas ocorrerem quando estou sozinha no serviço. Não tenho liberdade, não consigo tirar os nós, aquilo que incomoda. Não posso viver esperando determinadas coisas que não dependem de mim, eu sei disso, mas... E aqui, pensando na vida, novamente, não consigo me desligar dos tempos. 
Deveria ter algo mais forte no lugar de sentimento. Tá certo, algumas coisas são passageiras, no entanto irritam, é você com você e a mesma autoladainha. Quando? Será? Por quê? E agora? O que esperar...deixar esse tempo correr. Velhas feridas não se curam com novas. E a vida me encarregou de algo difícil: aguardar pra ver o que vai acontecer. Sabe como é, nenhuma garantia, nenhum sinal, nada pra dizer também.
Quero tirar a culpa, sempre lembrada; ser indiferente à sensação de vazio; passar meus dias como pessoa neutra, figuradamente falando, pois se fazer se de ferro não é possível o tempo todo. Amigos... que me desculpem os amigos, na realidade não os tenho, mas gosto de fazer de conta que sim. "Amores"?! Talvez apareçam e me reconheçam daqui um tempo, será que até lá ainda tenho disposição pra tentar, de novo? Que desânimo! Pff...vamos lá, preciso fazer isso parecer nada... gostaria de apagar algumas informações da mente... preciso dormir...já encheu tudo isso... é necessário recobrar pra continuar...levantar...