segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ser... de si mesmo

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Fazer, ser parte de alguma coisa. Por quê? Pra quê isso? O que leva a gente muitas vezes a ter esse tipo de pensamento? Que perda de tempo querer agradar todos. Quanta fadiga se fazer entender. Cada um tem seus pensamentos sobre fazer ou não parte de um grupo, ou qualquer coisa que o valha. Claro, ninguém vai usar isso como desculpa pra se distanciar de todos, não isso pelo menos. Aliás, não precisa de desculpa, se não quer ser e tá certo disso, não seja. A grande ansiedade é viver em cima do muro com tudo, o dia todo, todos os dias, sem descanso, isso é inadmissível.
Eu, eu gosto do meu jeito silencioso de ser, mas também sei que isso não é bom o tempo todo, não porque os outros falam, e sim por sentir essa necessidade de "socialização limitada", limitada a um cinema sozinha, sair pra ir ao parque, ir à casa de alguém querido.
Os outros, os outros, os outros! Os outros e a minha vida... Os outros e a vida deles. Minha vida. Assim, cada um separado, no seu lugar, pense... qual a graça de viver num corpo que é constantemente abatido por falta de proteção? Que proteção? A nossa... a devida. 
Ser de todos, de ninguém... que mundo estranho. Cruzes! Se a questão é esta, ser ou não ser, oras... então seja de si mesmo

domingo, 24 de abril de 2011

Escolhas: atitudes/pensamentos sob sua responsabilidade

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Breve relato: acordei, um tanto cedo, não vi meus pais pois foram à feira, e voltei a deitar, eles chegaram por volta das 9:30, eu ainda estava na cama, e o dia como amanheceu friozinho (e perdurou assim o resto do dia) me deu mais vontade de ficar por lá. Minha mãe começou a espalhar as "boas palavras", aquele discurso "não sei mais o que faço pra essa menina" me incomodou de pronto, mas continuei na cama, peguei no sono novamente, levantei por volta das 10:40, fui lavar o rosto e tal, aí meu pai vira e fala "amanhã acaba a moleza, né, tem que trabalhar", não foi agradável ouvir isso.
No entanto, eu estava disposta a escolher outro caminho, outros pensamentos e energias. Eu não estava triste, só com um pouco a mais de sono, era tão simples. Procurei não me culpar por aquilo, nem deixar que me fizesse mal. E não é que meu dia foi muito melhor! Perdoem-me  o egoísmo, mas se eles pensaram qualquer coisa de errado, creio eu ser problema deles, até porque todos os dias levanto cedo pra trabalhar. Pensei comigo "também tenho direito de dormir até mais tarde, hoje é fim de semana!"
Ontem, no finzinho da noite estava assistindo ao documentário da Louise Hay, Você pode curar sua vida, acredito ter sido isto o gatilho da mudança do meu pensamento deste domingo. O clima em minha casa pode não estar o dos melhores, ainda, mas eu tomei uma decisão simples, bem simples, só por hoje: me proporcionar o estar bem.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O início e fim... de algumas coisas...

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Preço. Pagamos por tudo: ao lutar, e suas consequências, à inércia da vida pela acomodoção, viver e morrer, tudo tem. Então, por quê não escolhemos pagar o preço por aquilo que realmente vale a pena? Não generalizando, claro, pagar o preço por algo já estabelecido é menos custoso, mesmo já o sendo, é a boa contradição das situações da vida.
Pensando aqui, tava pesando os prós e contras do prosseguir ou estagnar: os dois requerem sacrifícios, um à vista, outro à prestação; aquele promete rendimentos a longo prazo, este uma fiança amarga com juros de culpa. Grande problema de imediatistas e desesperançados.
Imagine chegar próximo aos 30 anos, com pessoas da sua família falando "era pra você estar com a vida feita agora", hum... poxa, como os pais esperam que sejamos melhores do que eles foram, deve ser uma baita frustração ver que não somos o que gostariam que fôssemos. Não dá pra viver nesse clima de cobrança o resto da vida. 
Se o passado não foi tão bom, o futuro vai ser também? Eu poderia dizer que sim, agora, neste momento, mas não posso. O início e o fim das coisas está no presente, seja ele uma hora, um minuto, um momento. Pensamentos não mudam tão rápido como gostaríamos que mudassem, sorte nossa quando isto acontece, enquanto não, pequenas mudanças podem ser um bom depósito pra grandes transformações futuras.
Gostaria muito de acabar com as minhas oscilações de humor constantes, e seguir em frente sem medo e sem interrupções nos planos, mas faz parte da vida, se tudo fosse tão fácil não teria tanta graça, é a sedução da existência.
Hoje sonhei que estava em uma casinha, com minhas plantinhas e gato, meu piano, despida daquela pessoa que não sabia se queria ou não ser ela mesma. Que orgulho senti naquele sonho. Não é a melhor das visões pra alguns. E o que seria, já que o sonho era meu? Pouco importa. Será que realmente importa pouco? Algumas coisas precisam findar hoje, pra um novo começo de um fim remediável de velhas dores... empalhar as criaturas da noite, abrir a janela, deixar o sol entrar pra tirar o mofo dos anos... antes ter medo do novo e inesperado que se conformar com um passado velho e amargurado. Na linha do tempo, meu lugar não é parada aqui... vamos... é preciso mais um passo...só por hoje...