...bem, em 22 dias, hoje senti uma vontade enorme de chorar. Quando não entendem - ou não querem entender- a situação que você vive, fica difícil estabelecer um diálogo amistoso em casa. Essa é a minha vida, as coisas são assim, as coisas estão assim. Ainda, mesmo não seguindo tudo à risca, tenho me sentido confortada pelo tratamento. Algumas pessoas tiveram a infelicidade de não serem agraciadas com empatia. Amor dos pais, clima do lar, que coisa estranha, como tudo mudou de uns anos pra cá, estamos todos longe, distantes. Ninguém tá satisfeito, contente, vamos empurrando. Que falta faz um abraço. Uma palavra de conforto "na próxima vai ser melhor". Convidei um antigo colega de escola, pra ir ao cinema, não queria ir sozinha, mas todos estão ocupados, é a vida. Não há tempo pra ouvir, pra tá perto, não tem tempo... tempo. Tudo veio de uma vez só agora, só, solitude, tiraram-me uma hora, mas pra quem perdeu anos, o que é uma hora, né?! Não, to buscando o lado bom, só vai levar tempo, fiquei tanto tempo do lado de cá. Não quero a facilitação das coisas, mas que de toda dor alguma coisa boa aconteça, de tempos em tempos, pra não levar a graça da vida. Medos, velhos medos. De uns dias pra cá, ninguém mais grita socorro dentro de mim, ta tudo quieto lá, cansaço. O melhor lugar do mundo agora, é meu quarto na madrugada, no escuro, nessa janela de possibilidades, digitando o que me vem à mente. Sinto falta, e preciso, é o que mais ecoa por aqui. Você faz falta, independente da hora, do lugar. Faz falta. Fica vazio. Não me magoa, por favor, adoro te ver contente, e precisas ser, só não me magoa. Hora da fuga temporal da realidade: dormir.
Relatos dos dias de alguém que decidiu ficar, por aqui, lutando por algumas coisas que supõe valer o esforço
domingo, 17 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Um pouco de tudo 2
O que você quer ? O que te enche de esperança ? Pode até parecer vergonhoso, mas acho que algumas pessoas que não têm esperança, ou dizem não ter, na verdade tentam se esconder dela. O fio, ligação pequena, frágil, aquela pontinha de necessidade de acreditar em algo, em alguém, faz muita diferença. Por mais que a vida zombe da gente, tenho de admitir que muitos de nós somos teimosos, por continuar acreditando. Não que isso seja mau, longe de mim dizer isso, mas, a gente precisa saber lidar com essa teimosia. Teimosia me lembra burrinhos, burrinhos empacados... querem algo, algo diferente, mas param, simplesmente param, não avançam, não retrocedem, param. Não sei qual o motivo de escrever isso, pode ser que sirva pra mim num momento oportuno, e o incrível disso tudo é que o que escrevi até agora está me deixando profundamente incomodada. Vou dormir pensando nos burrinhos... a gente senta, se lamenta, revira o passado, não dá pra domesticar as coisas que fazem mal. Tá na hora de seguir, nem que seja aos poucos.
domingo, 10 de outubro de 2010
Um pouco de tudo
Não era mesmo minha intenção sair hoje, fico contemplativa demais em finais de semana, há anos é assim, quando não tenho livros e cadernos chamando minha atenção por telepatia, sim eles falam. Há 10 anos, as coisas não eram tão boas, mas também não eram como estão agora, se perder no tempo, se perder em si mesmo e no que fazer atrasou muito as coisas que quis fazer. Misto de mágoa, frustração, injustiça, coisas que luto pra deixar no passado, pois o tempo de "dar lição de moral" já passou, agora só me serve pra tortura mental. Próximos passos, tirar a armadura, a casca, a máscara, que deixei crescer, e tomou conta como um Holow de uma alma com vínculos a desligar. Preciso achar sentido nisso tudo, preciso me achar, saber o que e como quero, entender como conquistar.
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