quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Filosofias

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Passeei por Heráclito, Schopenhauer, Kant, Nietzstche... dei uma lida básica, pura curiosidade de saber até onde a loucura deles foi, e como foi seu fim... bom este, é bom nem mencionar. Bom, onde quero chegar? Grandes filósofos possuíram muita razão em algumas coisas que disseram, mas você vai admirar alguém só pelas palavras? Me peguei pensando isso hoje.
Que bom que eles tinham tempo pra pensar tudo isso. Se antes, tempo era conhecimento, hoje nem preciso dizer a frase clichê que todos conhecem. Não vou fazer nenhuma viagem superficial nem profunda nesses nomes. Gosto muito de algumas frases, fazem pensar, refletir, mas aí você procura que fim teve àquela pessoa. Quem dera fosse engraçado como Braz Cubas, no entanto, quando a gente se prende demais em filosofias alheias, esquece que pode formular as próprias, e crescer com elas, sendo a própria filosofia. 
Explicando melhor, chega uma hora, que de tanto ler sobre filosofias e linhas de pensamento, se chega a um termo: tudo é muito legal, muito "culto", que coisa chic, mas e a minha vida? Que lição posso tirar desses nomes ilustres e agrupar ao meu viver? 
O último livro, muito interessante, que li foi em 2001, por acaso, ele estava na mesa do meu chefe, que livro formidável, A águia e a galinha do teólogo Leonardo Boff. Já leram? Ouviram falar? Há coisas simples naquele livro, é de lembrar até agora, o desafio que eu sentia, de deixar de olhar só pro chão, e ver só o que estava perto... sei lá, viajei legal nas coisas que escrevi, mas quando vi a capa daquele livro, eu sorri, por dentro e por fora... lembrei da águia, lembrei de mim no tempo...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rapidinho

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Depois de um dia cheio e cansativo, só tenho a dizer que longos projetos obviamente demandam tempo e perseverança, e hoje, quase nem deu pra escrever, irei dormir, há muitas coisas pra ler no ônibus amanhã. ^^

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Friedrich Nietzsche e algumas considerações minhas

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"Tudo é precioso àquele que foi, por muito tempo, privado de tudo"

Gosto muito dessa frase de Nietzsche. Hoje tive um sentimento diferente, chorei, e foi de contentamento, a última vez que senti isso foi dia 14/08/2009, quando soube que tinha passado em 3º lugar num concurso público.
Vamos à frase em partes: 
"tudo é precioso" - e como tem sido, cada dia, cada passo, cada vitória, cada reação diferente das que eu tinha, cada novidade, cada autocuidado; sombrancelhas; pele; emagrecimento; os traumas e voltas por cima;
"àquele que foi, por muito tempo" - reconheço privações vindas da minha própria bagagem vivencial, e não posso deixar de ignorar as exteriores, quando eu vejo essa locução adverbial deslocada, isolada na frase, consigo sentir a "ênfase do tempo" nas minhas transformações e acontecimentos, esse "por muito tempo" ecoa na minha cabeça e me mostra tantas situações como um trailler de um filme, o que fiz e o que faço;
"privado de tudo" - se imagine, privado de amor próprio, amigos, felicidade, liberdade, alegria, por culpa do que eu deixei os outros fazerem comigo. Imagine a grandeza dessas 3 palavras, inclusive, "de tudo", privado de ser você, de se divertir, de se libertar, de sonhar...
Agora pense... no andar deste mesmo tempo,  quebrar parte por parte do que te privava de ser mais você. Hoje em dia, cada momento é precioso, pra mim, que me privei de muita coisa. Há muito o que fazer, mas grandes caminhadas vêm de primeiros passos. Chorei com gosto. E ainda há mais o que fazer, reagir por mim tem sido motivador... reaja...