quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PSDB, educação pública e você: nada a ver.

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Ontem, dando uma passadinha pelo 'face' na hora do almoço li algo no mínimo beeem indigesto, vejam só:

"Projeto do governo estadual de São Paulo pretende mudar currículo do ensino médio e diminuir em 20% o número de aulas de português e matemática."

Esse é o governo que alguns amam, o da 'aprovação automática: tem dificulade mas passa mesmo assim', que até hoje os funcionários da educação ainda não conseguiram tirar do poder, que é todo olhos pra saúde, e todo surdo pros clamores da educação paulista. Exatamente em 2011 faz 10 anos que terminei o ensino médio, e já naquela época éramos muito prejudicados por greves e dificuldades em arranjar próximo de casa uma vaga pra estudar, e já naquela época também, estudava quem queria, quem se interessava.

"Se colocada em prática, a nova matriz curricular reduzirá a carga horária das matérias em que os alunos têm dificuldade: o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) mostra que 57% dos alunos do ensino médio estão abaixo do básico em matemática e 38% deles não absorveram conteúdos mínimos em português."

Pronto resolveu-se o problema!! É só diminuir! Quando eu li dificuldade automaticamente me saltou aos olhos a esperteza desse governo com relação ao aproveitamento dos alunos, então a situação fica a seguinte: nas pesquisas o Estado não será mais envergonhado pelo baixo aproveitamento, pra isso basta diminuir a carga horária, e este mesmo resultado, baseado nesta carga diminuirá (será?) , os aluninhos com baixo rendimento/vontade de aprender serão beneficiados com a diminuição (forçação de barra) dos estudos em matérias "básicas"; oras, se as matérias básicas (que são essenciais) serão cortadas imagine futuramente as outras! Continuemos:

"Em nota, a Secretaria de Estado da Educação diz que o mais importante não são as mudanças sugeridas para a carga horária, mas a possibilidade de as escolas oferecerem currículos diferenciados. As alterações tornarão o currículo mais atrativo, deixarão o jovem mais preparado para o mercado de trabalho e diminuirão a evasão no ensino médio, argumenta o governo."


Como uma grade curricular, com pouca atenção na 'língua mãe' e diminuição do poder de provocar a mente dos adolescentes vai ser bem sucedido dessa forma? Como será mais preparado escrevendo 'concerteza' dessa forma?? Eles acreditam em fada do dente, só pode, acham que com tudo isso vai diminuir a evasão? Isso é um prato cheio pro 'tanto faz, acho que não vou amanhã'.
Pelo jeito, esse tipo de notícia não fez o mínimo de diferença pra alguns, estamos em pleno Rock in Rio, atenções voltadas pra outras coisas, ótima oportunidade de estudar, votar e aprovar projetos 'golcontra'.

Depois de toda minha ladainha, mais ou menos patriota, quero deixar algo claro pras próximas turmas que vão aparecer na educação pública: ou você se esforça pra estudar, ou comece a criar, agora, seu futuro sem futuro. Nesse momento, quem já passou pelo ensino médio, e era tirado por só ficar entre 'sala e biblioteca' vai entender, e saber reconhecer o quanto foi bom ter ido além da sala de aula, pois só aquilo que a gente aprendeu não foi o suficiente, e ainda não o é. Vocês fizeram parte da era PSDB, estão vendo o que acontece nas escolas, faça o povo de berço tecnológico ter um motivo a mais pra querer crescer por si só, não coma da educação mastigada desses anos, vá além da sala de aula, ela não é mais treino pra vida.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,no-ensino-medio-sp-quer-menos-portugues-e-matematica,778420,0.htm

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pensamentos do fim de semana

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Tantos momentos de 'hora da verdade' tive, até quando isso vai ser assim... Eu complico, dificulto meu próprio caminho. Se eu deixar a armadura frouxar não haverá vida... já passei da fase de sobreviver, isso é mais que nítido pra mim.
Tive um momento sublime de amor próprio, preciso transportar essa força toda pra ação, ainda bem que minha internet resolveu colaborar, pra eu poder espalhar ideias que não tenho vontade de falar. Só preciso mudar, só isso, recorrente... simples... tão simples que é complicado por quem gosta de complicar. Pouca coisa nesse mundo vale a pena, mas se você tá na certeza que o que faz pode gerar um bem tanto pra alguém quanto pra si, não há o que diga que seu esforço não é bem vindo.
Fui ao parque esse fim de semana com um amigo que conheci na faculdade... caminhamos bastante, rimos muito, colocamos as conversas em dia, nos divertimos, antes da gente se encontrar no ponto onde combinamos eu fiquei perto de um grupo de jovenzinhos de cabelinho 'chapado', fiquei torcendo pra que meu amigo chegasse logo, tava suando frio perto daquele pessoal, confesso que me deu até vontade de voltar pra casa, mas que bom que não fui.
Caramba, preciso voltar a 'viver consciente', essa vida automática e cômoda molda e facilita a falta de movimento. Senti novamente nesse fim de semana que eu preciso estar perto de pessoas estranhas, sair de casa pra viver por prazer, e não somente por dever/necessidade, que é o predominante até o momento.
Tenho um longo caminho pra percorrer em pouco tempo... sem perder tempo com coisas passadas, moça! Aliás, falando nisso, fiquei esperando o Diário Oficial pra saber se havia passado em outro concurso, eita coisa boa! Adoro essa sensação de 'vc conseguiu mais uma vez'... muita coisa boa pra acontecer, e esse ano ainda nem terminou, e por mais incrível que pareça, tem sido um dos melhores anos da minha vida, fiz muuuita coisa, não canso de escrever isso, fiz mesmo, e cresci, e lutei, e continuo e é isso. 
Não posso parar, minha alma ainda acredita em mim! Preciso honrá-la apesar de todas as situações, há pressa, há um caminho... cheio de pedrinhas, há aprendizado, há a necessidade da responsabilização, a longo prazo sou eu comigo mesma, eu não parei, só estou andando devagar, logo tomo ritmo novamente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desconheço

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Já ensaiei pra escrever sobre isso há tempos, mas minha coragem dá voltas, aquela vontade de ficar longe de algo desconhecido, aquele bicho que você não sabe se irá te morder, te matar, fazer nada. Tenho vinte e oito anos... vinte e oito...
Não sei o que efetivamente seja o amor, apesar de achar já ter experimentado algo próximo disso... não sei o motivo de falar sobre esse sentimento agora, à medida que as letras escorrem pelos dedos eu sinto como devesse esconder isso, esconder de todos, principalmente esconder de mim. É bom não lembrar do sentimento de falta, é bom lembrar que a vida segue com ou sem alguém... detesto escrever sobre esse assunto, mas hoje foi inevitável.

Perdoem-me!